F1, Q&A Max Verstappen: “Não perdemos o campeonato aqui”

Por a 10 Novembro 2025 12:13

Depois de um sábado difícil, o piloto da Red Bull assinou uma recuperação notável no Grande Prémio de São Paulo. Saindo da via das boxes e mesmo com um furo no início da corrida, Verstappen terminou em terceiro, apenas 10 segundos atrás do vencedor.

P: Que diferença sentiu entre o carro de ontem e o de hoje?

R: “Muito melhor, sem dúvida. Tivemos uma corrida forte, com ritmo mais consistente. O tempo estava um pouco mais fresco, o que talvez nos tenha ajudado. O carro parecia mais responsivo. Mesmo com o furo no pneu duro, consegui recuperar com os médios e, mais tarde, com os macios.

A estratégia funcionou. Só quando me aproximei do George e depois do Kimi é que os pneus começaram a sobreaquecer — o macio é mais difícil de gerir do que o médio. Mas, no geral, foi uma corrida excelente: vir do pit lane até ao pódio, a 10 ou 11 segundos do líder, foi um grande resultado. Não esperava isso ao acordar esta manhã.”

P: Por que motivo o carro esteve tão melhor hoje? Deve-se à nova unidade motriz ou às alterações aerodinâmicas feitas durante a noite?

R: “Penso que foi um pouco de tudo — afinação, motor, temperatura. Hoje senti-me muito mais confortável. As temperaturas mais frias ajudaram e tudo funcionou melhor em conjunto.”

P: Antes do furo, estava em 13.º. O que poderia ter sido sem esse contratempo?

R: “Impossível saber. Não sei se o pneu duro teria sido a melhor opção. Senti-me melhor com os médios e com os macios. O duro parecia ter menos aderência, especialmente no tráfego, onde tudo desliza mais.

A paragem extra comprometeu um pouco o primeiro stint com os médios, porque tive de ultrapassar muitos carros e isso aquece demasiado os pneus. As últimas oito ou dez voltas desse stint foram difíceis. Mesmo assim, foi uma corrida muito forte para nós.”

P: Está confiante de que poderá ser competitivo nas três corridas que restam?

R: “Não faço ideia. Basta olhar para este fim de semana, ou para o México, ou para as corridas anteriores — é impossível prever. Ainda temos dificuldades com os pneus, e isso depende muito do traçado e das temperaturas. Se conseguirmos colocar tudo na janela certa, podemos ser competitivos, mas nem sempre é fácil. É nisso que temos de nos concentrar agora. Penso que estamos a 49 pontos da liderança, mas não perdemos o campeonato aqui. Isso começou logo na primeira corrida e foi-se construindo ao longo da época. Tivemos demasiados fins de semana em que simplesmente não fomos rápidos o suficiente.”

P: No pódio, vimos-no a conversar com Kimi Antonelli. Que conselhos daria a um jovem piloto como ele, especialmente no lado mental e emocional?

R: “Diria para continuar a acreditar em si mesmo. A temporada de estreia é uma montanha-russa emocional — alguns fins de semana são bons, outros não. Às vezes têm-se expectativas e as coisas não saem como planeado. Cometem-se erros, têm-se altos e baixos, mas tudo isso faz parte da curva de aprendizagem. É preciso errar para se tornar um piloto melhor, mesmo na Fórmula 1. Este ano tem sido uma grande lição para o Kimi, mas ele é muito rápido — sempre o foi, em todas as categorias. O fim de semana que fez aqui foi super forte, e ele mereceu totalmente estar neste pódio. Isso vai dar-lhe um grande impulso de confiança.”

P: Sentia que poderia chegar ao pódio antes da corrida, mesmo após um fim de semana tão complicado? Que mensagem lhe deixa o resultado de hoje?

R: “Quando entrei no carro, só esperava que fosse mais competitivo. Nas voltas para a grelha já parecia melhor do que durante todo o fim de semana. Depois, com o furo e ficando em último, pensei: ‘Nada está a correr bem.’ Mas depois instalei-me, concentrei-me em passar carros, seguir a melhor estratégia e tudo acabou por resultar. Fizemos as escolhas certas e, a certa altura, percebi que podia lutar pelo pódio.

A mensagem é simples: encontrámos uma sensação muito melhor com o carro depois de mudar algumas peças, e o facto de estar mais frio hoje também ajudou.”

P: A qualificação de ontem, que muitos descreveram como a sua pior, deu-lhe algum tipo de motivação extra?

R: “Não tanto para ir mais rápido, mas para perceber o que estávamos a fazer mal e o que poderíamos melhorar. Analisámos tudo — o que fizemos este fim de semana e nos anteriores. Seguimos uma direção que pensámos ser a certa, e felizmente foi mesmo. Acordei esta manhã a pensar: ‘Vamos apenas fazer o melhor possível e aproveitar o dia.’ E foi exatamente isso que fizemos.”

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