F1: Ultrapassagens estudadas ao pormenor

Por a 11 Janeiro 2019 12:45

Os responsáveis pela F1 estão a fazer todos os esforços para que a competição seja cada vez melhor e mais emocionante. Um dos problemas que se fala constantemente é a falta de ultrapassagens devido ao “ar sujo” que os carros produzem. O chefe da Toro Rosso Franz Tost afirmou recentemente que reduziria o apoio aerodinâmico para metade afim de promover mais ultrapassagens, mas os responsáveis da F1 estão a adotar outras medidas.

Pat Symonds explicou que foi criado um modelo de simulação que permite avaliar as oportunidades de ultrapassagem em cada pista, tendo em conta vários parâmetros. Esta tecnologia deverá ser usada para construir e modificar algumas pistas de forma a promover mais manobras:

“Tem sido extremamente complexo de fazer. Executar uma volta leva várias horas. É uma simulação muito, muito complexa, mas tem um modelo adequado aos carros, olha para a superfície e as características do pneu e todas as variáveis. Agora usamos esta ferramenta para projetar novos circuitos e estudar algumas modificações. No Vietname, que é o primeiro circuito em que estivemos realmente envolvidos, acho que conseguimos entender o que é necessário para fazer boas corridas lá. Eu acho que o Vietname será um circuito excelente. Tem ótimas características e terá certamente corridas renhidas.”

É uma forma diferente de ver o problema. É um facto que algumas pistas promovem corridas excitantes, independentemente dos carros e do apoio aerodinâmico que produzem, e outras não ajudam ao espetáculo. O modelo de simulação criado, se funcionar adequadamente poderá permitir que se façam algumas modificações que ajudem esta situação, especialmente em traçados recentes. Esperamos, no entanto, que não se comece uma vaga de alterações que mude em demasia as características das pistas. Mas é bom ver que estão a ser feitos cada vez mais esforços para melhorar a competição.

Symonds defendeu também as mudanças feitas em 2019:

“Se não tivéssemos feito nada, os carros de 2019 teriam sido ainda mais difíceis de seguir do que os carros de 2018.  Vamos ter que ver quando chegarem os resultados. Não esperem uma mudança profunda, mas sem a mudança, só teria piorado. O que fizemos foi pelo menos manter o status quo e suspeito que as coisas realmente melhoraram um pouco”.

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