F1, Notas AutoSport: O pesadelo da McLaren continua

Por a 7 Agosto 2018 16:40

O último titulo da McLaren remonta a  2008, quando Lewis Hamilton venceu o campeonato. Desde então a equipa de Woking tem estado arredada da luta pelo título. Até 2012 mostrou ter condições para fazer frente aos favoritos, mas desde essa altura que a McLaren tem sido uma sombra do que era.

Em 2015 iniciaram uma parceria com a Honda que daria apenas dores de cabeça e desilusões pelo que a separação se tornou inevitável. A história já é sobejamente conhecida, tal como alguns dos pormenores que levaram a este indesejado desfecho. Mas 2018 era ano do tira-teimas, agora com motores Renault, que permitiram à Red Bull vencer. A McLaren queria provar que de facto tinha feito um excelente trabalho ao nível do chassis e esperava estar perto da Red Bull, mas a realidade foi bem distante do que foi prometido. No início da época foram os atrasos na integração do motor no chassis que ditaram adiamentos e justificaram performances menos conseguidas. Chegados a Barcelona foi o tudo ou nada e o resultado foi… nada. O chassis britânico está longe de mostrar a performance tão falada e a McLaren, que começou o ano com esperança redobrada chegou ao meio da época a pensar no futuro, com mais uma reestruturação da equipa. Pode dizer-se que até agora a McLaren é uma das desilusões do ano

 

O filme até agora

O primeiro fim de semana de competição em 2018 seria o pior do ano, segundo Alonso, o que deixou os fãs da equipa animados com o sexto posto do espanhol. Aproveitaram muito bem as desistências dos Haas e superiorizaram-se aos Renault. Alonso mostrou toda a sua qualidade e ganhou várias posições, depois de uma qualificação em que ambos os carros ficaram de fora na Q2. Mas o espanhol fez questão de provar que a nova parceria com a Renault poderia dar mais alegrias, aproveitando também o VSC que permitiu que o piloto Mclaren ficasse à frente de Verstappen, que não teve argumentos para o passar. Um excelente resultado e uma excelente exibição. Vandoorne não esteve tão bem e o primeiro stint prejudicou as aspirações do jovem belga. Ainda assim, conseguiu acabar nos pontos e ajudar a equipa. Um belo começo de ano, quando se esperava uma corrida para esquecer.

Mas o pior veio a seguir. Afinal o pior fim de semana da equipa veio logo a seguir no Bahrein. A qualificação deixou os homens da McLaren perplexos. Mais uma vez o sábado não foi o melhor dia da equipa de Woking, mas desta vez a Toro Rosso colocou um homem na Q3 o que fez soar os alarmes. Houve reunião e talvez tenha começado aí o descalabro deste ano.  Mas em corrida o cenário foi melhor, com Alonso novamente a fazer um grande arranque (um hábito) e a mostrar bom andamento. Vandoorne, por seu lado, teve um arranque péssimo, caiu para último e teve de recuperar terreno, algo conseguido graças a uma boa estratégia da equipa. Duas boas exibições.  Alonso resumiu bem a situação: “Temos de dar um significativo passo em frente”.

Na China… mais do mesmo. O discurso dos responsáveis da equipa não foi o melhor e depois de terem dito que foram demasiado ambiciosos na forma como fizeram a instalação da unidade Renault no chassis, desculparam-se dizendo que foram pouco ambiciosos nos objectivos traçados ao nível da performance. O que valia era Alonso. O espanhol é uma máquina de fazer render o pouco que tem. A estratégia não foi a ideal e o Safety Car complicou a vida ao espanhol, mas mesmo assim subir de  13º para 7º não foi nada mau. Já Vandoorne não teve uma corrida muito boa e ficou apenas em 13º.

Se duvidas que Alonso é um piloto fantástico em Baku essas dúvidas ficaram dissipadas. Viu-se envolvido num incidente, cujo o resultado foi um duplo furo e um monolugar bastante danificado. Alonso não virou a cara a luta e voltou para a pista para conquistar um espantoso 7º lugar.  Vandoorne começou mal a corrida e teve problemas em colocar os pneus na temperatura ideal. Conseguiu no último stint dar a volta à situação e chegar aos pontos.

Para a Espanha esperava-se uma McLaren melhor, com o chassis de 2018, sem adaptações. A McLaren avisou que ia trazer um carro praticamente novo  e não falhou com a promessa, trazendo uma versão repensada do seu monolugar, onde se destacaram o novo nariz, com uma capa proeminente na traseira do mesmo, um conceito já usado na Mercedes e na Red Bull. Alonso aprovou as mudanças que acabaram por se tornar em melhorias, e  a máquina ganhou alguns décimos por volta, que deram a Q3, pela primeira vez este ano. Mas a distância para os homens da frente continuava a mesma. Na corrida,  tal não foi tão visível, mas tanto Alonso como Vandoorne perderam 3 lugares nas primeiras curvas, o que não ajudou à tarefa. Ainda assim, Alonso esteve ao seu nível e não falhou com a dose diária recomendada de pontos para a McLaren, enquanto Vandoorne teve um dia para esquecer, com penalizações e uma desistência.

O Mónaco era um dos destinos mais esperados pela McLaren, onde contavam ter uma boa prestação.  Acabaram sem marcar qualquer ponto, a primeira vez que tal aconteceu este ano.  Alonso estava confortavelmente nos pontos, mas uma falha na transmissão acabou com a sequência de corridas no top10. Vandoorne esteve mais uma vez abaixo do espectável e a pressão começava a acentuar-se para o belga.

No Canadá a situação começou a piorar drasticamente. A McLaren, com um motor melhorado, ficou atrás dos Toro Rosso e deu uma pálida imagem de si. Mais uma falha na fiabilidade do carro provocou a desistência a Alonso, que festejou o 300º GP da pior forma possível. O espanhol não estava a ter uma prova brilhante, mas cumpria a sua parte quando um problema no escape acabou prematuramente com a sua corrida.  Vandoorne também não conseguiu contrariar o mau momento e acabou em 16º, prejudicado com um furo na primeira volta. Depois de um início prometedor a McLaren acumulava desilusões.

Na França voltaram a ficar fora dos pontos.  Até Alonso teve um dia mau e isso não acontecia há muito tempo, mas tratou de corrigir na Áustria onde foi novamente o Alonso do costume. Desta vez o espanhol saiu para a pista das boxes, com uma asa “nova” (na verdade foi uma versão de 2017 que foi usada). Sem peças novas para colocar, a equipa voltou a uma asa antiga, mas para Alonso isso não era problema. Aproveitou o VSC e geriu os pneus de forma fabulosa e acabou em oitavo, num carro que dificilmente dava para mais. Vandoorne desistiu com problemas no seu monolugar, mas foi novamente mais um em pista sem nada acrescentar. Na Grã-Bretanha Alonso fez mais do mesmo e largando de 13º acabou em 8º em luta acesa com Magnussen. Esteve mais uma vez em grande nível e mostrou (outra vez) que merecia muito mais do que um carro de meio de tabela.

Mas até Alonso se farta e na Alemanha chegou a exibição mais cinzenta do ano. Vandoorne voltava a ter problemas com o carro que não lhe dava garantias (problemas no chassis) e Alonso esteve apático sem nada acrescentar. Na Hungria voltou a aproximar-se do nível habitual e apesar das dificuldades continuarem, acabou por ser um bom fim de semana para a McLaren. A chuva atrapalhou a qualificação, mas na corrida a excelente estratégia colocou ambos os carros nos pontos. Usaram os pneus macios da melhor forma e esticaram o primeiro stint o máximo que conseguiram (Volta 39 para Alonso e 40 para Vandoorne) e graças a isso ficaram à frente dos adversários directos. Alonso chegou ao fim, mas Vandoorne, com problemas de caixa, foi obrigado a desistir. Mas foi uma boa corrida por parte da McLaren, bem gizada e bem executada. Vandoorne esteve sempre no mesmo ritmo de Alonso e embora tenha desistido tem motivos para se animar.

 

 

Alonso vs Vandoorne

Em qualificação o “score” está em 11-1 a favor do espanhol e em corrida Alonso lidera 8-4. Não há dúvida que o #14 é um dos melhores do grid e talvez um dos talentos mais desaproveitados de sempre (os erros na escolha das equipas dão nisto). Alonso começa a mostrar sinais de desinteresse e de desmotivação, o que é natural dada a confusão que vai na McLaren. Num carro melhor estaria na luta pelos lugares do topo, mas assim tem de fazer milagres com o material à disposição. Pode estar de saída para a Indy, o que seria uma pena tremenda. A F1 precisa dos melhores e Alonso é sem dúvida um dos melhores. Na luta interna tem dominado  por completo, mas a tarefa de Vandoorne era ingrata desde início. O talento do belga é inquestionável, mas as circunstâncias não são as ideais para se mostrar e tem agora o lugar em risco. É mais um talento desaproveitado pela McLaren. Devia ter mostrado mais até agora é certo, mas tal como aconteceu a Magnussen, o cenário com que o jovem se deparou na sua estreia não era o melhor e ficou cada vez pior ao longo do tempo. Se estivesse numa equipa com menos pressão e menos problemas talvez os resultados fossem diferentes.

 

O que esperar da segunda metade da época?

Não se espera grande coisa da McLaren.  O carro não é competitivo e as melhorias não resolvem os problemas de uma equipa que já pensa em 2019. Resta saber quem serão os pilotos para 2019 (Vandoorne está para sair e Alonso parece estar com vontade de experimentar outros ares), mas a nível competitivo não teremos grandes novidades por parte da McLaren. Algumas corridas nos pontos e pouco mais.É quase criminoso ver uma equipa com tanto potencial neste nível.

 

Nota meio da época

 

Fernando Alonso: Nota 9

Stoffel Vandoorne: Nota 6

McLaren: Nota 4

Revisão da primeira metade da época da McLaren

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    malhaxuxasFe08091711LisboaLuís Luísfilipecamacha@gmail.com Recent comment authors
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    MurrayWalker
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    MurrayWalker

    Continua e continuará. A McLaren foi grande quando tinha orçamentos iguais aos dos grandes. Quando gastava o mesmo que Ferrari e ainda mais que a Redbull, conseguia competir com eles. Os grandes aumentaram em muito os seus orçamentos e a McLaren diminui o seu. O resultado está à vista. Podem voltar a ser grandes e disputar campeonatos? claro que podem! a fina nata do automobilismo está quase toda em Inglaterra, desde os motores de Brixworth à aerodinâmica de Milton Keynes, está tudo lá. Basta ter dinheiro para os contratar. Resta saber se a McLaren pode ou está interessada em duplicar… Ler mais »

    Lagaffe
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    Lagaffe

    E tem dinheiro para investir como noutros tempos? Já não tem patrocinadores de referência à imenso tempo…
    Não terá mais haver com a gestão? Não param de rodar cabeças e os resultados são sempre maus.

    frenando_afondo
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    frenando_afondo

    Mesmo assim a Mclaren é a 4ª equipa com maior orçamento, gastando mais 50 milhões que a Renault, que está sólida como uma das equipas em 4º a nível de performance… Entretanto a Mclaren vai penando para conseguir chegar aos pontos.

    Acho que isso diz tudo da falta de eficiência da equipa inglesa. Não é por gastarem mais que vão bater as outras, se não conseguem fazer um chassi como deve ser.

    Têm sim de aumentar o investimento, mas é na contratação de pessoal para resolver o problema do chassi-arrastadeira.

    piquet
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    piquet

    Bem falado e bem escrito.
    Apenas se esqueceu da era “mercedes” e de pilotos como Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen. Falar desta “era” e apenas mencionar o Norbert Haug como possível sucessor do Ron Dennis é muito pouco. Não esquecer os motores Mercedes na Mclaren não ganharam mais títulos devido ao jogo de bastidores que já existia na FIA, com a Ferrari.
    Na minha opinião, Ron Dennis é um grande do circo da F1. Sabe muito. E a prova está que quem ficou com o seu lugar, sabe muito menos que ele.

    can-am
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    can-am

    Nunca esquecer o que se disse o ano passado por muitos jornalistas e pelo próprio Alonso: que com o chassis fantástico que tinham (talvez o melhor da F1 !!!), se tivessem um motor Renault estariam a …lutar com a Mercedes e Ferrari pelas vitórias ! Viu-se e vê-se ! Eu sempre aqui falei que isso era mentira. O chassis deles não era bom…parecia bom,dado que com o motor Honda atrás nada era levado aos extremos. Eles não fazem um carro bom há muitos anos. A Mclaren está metida num buraco do qual não será fácil sair. Muito longe do empenho… Ler mais »

    malhaxuxas
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    malhaxuxas

    A sério? Um grande construtor? Mas quem quererá uma equipa assim tão mediocre? Uma contradição com tudo o que disse. Haja Deus!

    fe08091711
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    fe08091711

    Provavelmente, o problema foi não se terem preparado com tempo para a mudança de motor. Se o chassis foi mal adaptado ao motor Renault, isso quer dizer que fizeram o projecto a contar com motor Honda e o fim da parceria foi mal gerido.
    Depois juntaram as peças que sobraram, mas devem ter sobrado uns quantos parafusos…
    Em parte até acho piada, pois a esta gente da McLaren faltou sempre alguma dose de humildade em reconhecer que desde há muito que não conseguem desenhar carros eficientes.
    A Honda não pode ser a culpada de tudo.

    Alfista
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    Alfista

    Faço minhas as suas palavras. Ja aqui disse o mesmo varias vezes

    malhaxuxas
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    malhaxuxas

    Lá vem a ladaínha da falta de humildade. Esta gente pensa que aquilo é jogar aos berlindes.
    Red Bull é tudo menos humildade. Mercedes é tudo menos humildade. Ferrari é tudo menos humildade. Até têm um director desportivo com ar seboso, que não se inibe de mandar ralhetes à FIA, à napolitana ou seciliana.
    Juízo!
    Quererem à força culpar o chassis desculpando A VERGONHA QUE FOI O MOTOR HONDA. VERGONHA senhores. VERGONHA. chegaram ao cúmulo de nem aguentatem um GP.
    JÁ ESQURCERAM?
    Mas próximo ano será delicioso, ouvir ou ler a amabilidade de Horner ou Marko sobre o motor. Vai ser uma delícia.

    fe08091711
    Membro
    fe08091711

    Humildade é o T.Wolff reconhecer que a Ferrari tem melhor carro hoje e que a Mercedes tem de trabalhar mais. Ou que não tiveram o ritmo de desenvolvimento que deviam, permitindo a aproximação da Ferrari.
    Humildade é a Ferrari reconhecer que as últimas corridas correram mal por culpa própria. Ou que ainda falta algo para bater consistentemente a Mercedes.
    Etc, etc, etc…
    E isto é muito diferente de atirar sempre as culpas dos fracassos para o parceiro mais fraco não reconhecendo as suas incompetencias.
    Mas isto, se calhar é chinês para algumas pessoas. Devem estar habituadas a fazer o mesmo no emprego.

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    E olha que o parceiro era mesmo fraco!

    augustto01hotmail-com
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    augustto01hotmail-com

    Tbm pago pra ver Horner e o SS Helmut Marko chorarem por não alcançarem resultados expressivos. Mas torço pra Honda se dar bem.

    malhaxuxas
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    malhaxuxas

    Pelo passado F1 da Honda, também desejo futuro. Mas está difícil.

    frenando_afondo
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    frenando_afondo

    A Mclaren está a recolher o que semeou. Outra equipa que sofre do problema de criticar parceiros em público (viu-se o bom que foi na RB). O problema da Mclaren é que a RB faz chassis fantásticos, mesmo com o motor que era o terceiro menos potente, ganhou os campeonatos e agora, mesmo não tendo o melhor chassi (somente em circuitos sinuosos) ainda consegue levar o motor Renault a boas performances (o tal motor de upgrades atrasados). A Mclaren desde 2012 que não faz um chassi competitivo, por alguma razão que na altura ninguém entendeu, decidiram por de lado o… Ler mais »

    fe08091711
    Membro
    fe08091711

    Já vi esta história anteriormente: Brabham, Tyrrell, Jordan, Lotus e outras para onde a Williams está pertinho de entrar. A McLaren será a próxima, a continuar assim.
    É uma pena pois perde-se muito da história da F1.

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Ora vejamos.
    Ficam então a Toro Rosso, Force India, Sauber e Hass como maravilhas de equipas!!!

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Renault V10 fraco?
    Por aqui se vê o que esta malta sabe disto.
    Já esqueceu os mapas de gestão do motor que permitiram Vettel ganhar Monza, sem velocidade de ponta.
    E eu não sou suspeito porque não aprecio os franceses. Mas há que lhes tirar o chapéu. Deram abadas monunentais aos Ferrari e Mercedes. Especialmente aos primeiros.

    fe08091711
    Membro
    fe08091711

    Essas que enomerou ficam porque estão protegidas: TR é RedBull, Force Índia será Mercedes junior mais tarde ou mais cedo e as outras duas serão grupo FCA: Sauber passa a Alfa Romeo e a Haas a Maserati.
    É para isto que a F1 se encaminha se não fizerem nada.

    luis_c_jorge
    Membro
    luis_c_jorge

    Já não há garagistas como antigamente , a williams está mas , mas acho a mclarem bem pior

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Como se diria no Brasil.
    “Garagista é sua mãe”.
    Alguma vez a Mclaren ou Williams são garagistas? Tal e qual o Zé bate-chapas lá do seu bairro e o NSU que ele lá tem todo kitado.
    Só pode!!!

    Lisboa
    Membro
    Lisboa

    O problema da McLaren não se resume apenas e só, ao orçamento, ao chassi ou mesmo ao motor, mas sim a um caminho traçado à cerca de 35 anos atrás pelo Ron Dennis que se entranhou no ADN da equipa, mas que já não se adequa aos novos paradigmas sociais. Passo a explicar; A entrada do Ron Dennis como gestor da McLaren, trouxe com ele uma nova postura e pensamento da equipa na F1, tudo passou a ser tratado de forma ultra profissional e burocrático, a imagem da McLaren foi repensada e começou a ser projectada como a EQUIPA para… Ler mais »

    can-am
    Membro
    can-am

    Excelente e muito elucidativo A Mclaren (grupo)até tem sido um caso de sucesso nos diversos sectores a que se dedica.(que vai desde o automóvel até à defesa). O que ficou para trás foi a equipa de corridas. É que hoje para se ganhar na F1 é preciso muito cifrão e respectiva influência (lobbying, etc), e a Mclaren não quer gastar o primeiro nem tem o segundo ! E parece-me que nem está muito interessada nisso ! Agora quando a Mclaren era gerida pelo Teddy Mayer e faziam Indy car, Cam Am, F1, F2, F5000, isto nos anos 70, foi algo… Ler mais »

    Lisboa
    Membro
    Lisboa

    Obrigado pelo complemento que adicionou sobre a gestão do Ron Dennis. Com ele, (à semelhança do Bernie) tudo secou em prol da F1. Não existia nada fora da F1. Le Mans 95 foi apenas uma excepção, muito fruto do insucesso que já se vivia na F1. Sem o reconhecimento dos diversos campeonatos extra F1, todo o reconhecimento/futuro da equipa dependia do sucesso “caseiro” do grande circo, sem esse sucesso, a marca mirrou e foi, e é, incapaz de atrair novos patrocinadores. O sucesso e reconhecimento da Ferrari pelo mundo a fora, não veio da F1, veio das muitas provas de… Ler mais »

    rodbrm
    Membro
    rodbrm

    Nesta mini-enciclopédia sobre o Ron Dennis, tinha dezenas de perguntas, mas apenas 1, a que me despertou a curiosidade: Porque ligou o Jo Ramirez ao Ron, conflituoso e com um ego maior ?

    Lisboa
    Membro
    Lisboa

    Como a maior parte dos fãs mais antigos da F1 sabem, o Jo Ramirez é uma das maiores figuras de Staff na história da F1. Reconhecido como sendo uma das melhores e mais afáveis pessoas no grande circo. Apesar de ter estado na McLaren 27 anos, a sua relação com o Ron Dennis, sobretudo após os anos 90, nunca foi a melhor, os conflitos de gestão da equipa eram suportados porque a personalidade amigável do Jo, faziam que ele fosse aguentando a “especial” (palavras do mexicano) personalidade do Ron. O mesmo conta, que o seu grande amigo Martin Whitmarsh organizou… Ler mais »

    rodbrm
    Membro
    rodbrm

    Mas eu não ponho em causa que seja arrogante e tenha um ego exarcebado ( e por acaso até contei essa história dos troféus aqui no fórum recentemente), aliás, costumo até qualificá-lo de forma bem mais negativa. O que me chama a atenção é o nome Jo Ramírez, e, claro, interessa-me por causa das suas ligações aos irmãos Rodríguez, graças aos quais veio para a Europa e em grande parte singrou na sua carreira. E o que me consta é que tem agora uma choruda reforma, merecida concerteza, atribuída pelo Ron, e que este o amparou após a morte da… Ler mais »

    Alfista
    Membro
    Alfista

    Excelente texto. Você seria uma lufada de ar fresco neste site.
    Claro, conciso, racional e elucidativo .

    MVM
    Membro
    MVM

    Não tem nada que pedir desculpa. O seu comentário só peca por não desenvolver o papel do sistema de gestão implementado na McLaren por Martin Whitmarsh, que criou uma estrutura horizontal que dificultou a tomada de decisões. Há quem veja nisto a principal razão para o declínio da McLaren a partir de 2012, mas é evidente que a crise da Mac não pode ser analisada de forma simplista, como se houvesse uma única causa.

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Davas um bom sindicalista da cgtp

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Paciência de facto é preciso para um tamanho chorrilho de disparates. Digital, diz ele. Ténis. Boa! F1 não é para meninos. Mas vamos contrapôr. – Fato e gravata: Acaso não saiba, Ron Dennis era mecânico. – Foi o pioneiro em muitas tecnologias. Fibra de carbono diz-lhe alguma coisa? – Contratou para a F1 dos melhores Engs assim como deu oportunidade a outros que não tinham qq hipótese nas pequenas equipes, (Newey) que não querendo voltar, nunca quis Ferrari, sublinhe-se. – Teve Gordon Murray, para mim mais brilhante que Newey, mentor do F1 mais bem sucedido de sempre, MP4-4. Conhece? Pergunte… Ler mais »

    Lisboa
    Membro
    Lisboa

    Acabei de ler o Santo Graal da ignorância – “deu oportunidade a outros que não tinham qq hipótese nas pequenas equipes, (Newey)”. Newey??? o Adrian Newey que projectou os carros que venceram os campeonatos de construtores de 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997 na Williams, antes de ir para a McLaren? Esse Adrian Newey? Leia o texto como deve de ser ou então volte para o site da abola.pt ou record.pt Percebes tanto de Formula 1, como eu de engenharia aeroespacial. Não passas de mais um arruaceiro futeboleiro à lá Bruno de Carvaho, sem conteúdo e sem fio de raciocínio,… Ler mais »

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Quando não há argumentos…o discurso da virgem ofendida. Cresce pá!

    Lisboa
    Membro
    Lisboa

    Tens razão, os teus argumentos são melhores – “deu oportunidade a outros que não tinham qq hipótese nas pequenas equipes, (Newey)”.
    Volta para o site da abola.pt seu acéfalo futeboleiro.

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Canetas banhadas a ouro, glamour, burocracia,….paradigma social (brilhante!!!)…e vestir a T-shirt e os ténis para conseguir atrair os mais novos…Já dizia o tio Bernie. Os jovens não têm dinheiro. Atraí-los para quê? Os jovens vêem tv no telefone, consomem o que os bloguers e os youtubers consomem e lhes dizem para consumir…esses jovens parecem uns acéfalos. Os meus jovens estão bem longe disso e têm telemóveis. Têm outras ideias, não medíocres e niveladas pelo fundo.
    F1 é para gente séria onde o dinheiro é muito e não se perde a feijões.

    Lisboa
    Membro
    Lisboa

    Eu até lhe tentava explicar os novos paradigmas de marketing e alvos target e a importância que a internet hoje em dia tem, mas infelizmente, tenho quase a certeza que um individuo que usa um nick chamado “malhaxuxas” nunca iria compreender, pois para isso tinha que o tirar das cavernas, o que por si só, não é possível. Mas pronto, de facto a Red-Bull é hoje o que é porque NÃO apostou nos desportos radicais por forma a atrair os mais jovens, eles foram no fazer para o Casino do Mónaco e a actual direcção da F1 nem está a… Ler mais »

    malhaxuxas
    Membro
    malhaxuxas

    Intetessante essa da net, como se o je aqui não usasse desde a primeira hora. Não uso isso sim redes sociais, só servem para estupidificar as pessoas. Provavelmente as maiores vítimas serão os frustrados da minha geração, que fazem gala de se exporem ao ridículo. O tempo o dirá o quão bom termos redes sociais. Quanto a bola passo à frente. Quem gosta a sério de motores, não perde um segundo com a estupidificação das massas e gente com a inteligência nos pés. Radicais eram os F1 do passado, morria gente sabia? As motos na ilha de Man (ainda hoje),… Ler mais »

    MVM
    Membro
    MVM

    Entretanto, e mudando um pouco de assunto, a Force India foi adquirida por um consórcio. Sabem quem está à frente deste último? O papá Stroll.
    https://www.motorsport.com/f1/news/force-india-bid-stroll-consortium-administration/3155471/
    Tenho um vago palpite quanto a quem vai ser um dos pilotos da Force India em 2019…

    Pity
    Membro
    Pity

    No lugar de quem? Será uma troca com o Ocon?

    KRF
    Membro
    KRF

    Palpita-me que a dupla da Force India será Stroll e Ocon amigo pessoal do Lance e na Williams Kubica terá a sua chance em 2019 ao lado de Sirotkin

    Pity
    Membro
    Pity

    E o Perez, para onde vai? A ser como lhe palpita, Perez fica sem volante, o que não é justo. Apesar de, neste momento, ser um retrocesso (estou a plagiar o Palmer 🙂 ), preferia ver o Perez na Williams, em vez do Kubica. Espero que não caiam todos em cima de mim, mas, hoje em dia, Kubica é só uma ilusão, a experiência dele com estes motores é quase zero.

    rr
    Membro
    rr

    Muito fácil para a Mclaren voltar a ser competitiva, vão buscar novamente Ron Dennis e Motores Mercedes ……e pronto temos novamente a Mclaren ao mais alto nivél, mas é triste ver os carros da Marca que me fez gostar de F1 com Senna Claro, tão em baixo…..!!

    frenando_afondo
    Membro
    frenando_afondo

    Em 2013 e 2014 tiveram motores Mercedes e foi o que se viu. Aliás em 2014 tinham o melhor motor da grelha e nem assim se livraram de passar vergonhas. Não há soluções mágicas nem motores tão super-fantásticos que metem um mau chassi a fazer pódios (mais uma vez 2014 é prova disso). É um problema de desenvolvimento, claramente a Mclaren não consegue perceber onde está o problema neste chassi e o ano passado dormiram um pouco à sombra da bananeira a pensar que a culpa era toda do motor. Afinal não era bem assim. A Williams sofre do mesmo… Ler mais »

    rosa-borges-1945gmail-com
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    rosa-borges-1945gmail-com

    Alonso…Nove? Talvez oito chegasse…

    userAutoSport70997
    Membro
    userAutoSport70997

    A Mclaren tem tudo para ser a nova willians…. a questão aqui, é a equipa conseguir ter um bom construtor por trás, digam o que disserem, red bull ira sentir isso na pele inicialmente, mas como a honda ja anda nisto a algum tempo, pode ser que consigam ser competitivos mais rapidamente. Outros dos vários problemas da equipa é os seus chefes, um pior que outro… com nota mais negativa para o frances que cada vez que abre a boca dá tiros nos pés, e o rapaz que veio substituir Ron Dennis, parece -me mais um empresário que no fim… Ler mais »

    fe08091711
    Membro
    fe08091711

    Esqueça! A Renault não vai dar as últimas evoluções a ninguém, como é natural. E por isso, a RB vai arrastar-se durante o resto do ano e vai subir o tom das críticas ao motor. Quanto às Mclaren, espero estar enganado mas, pelo mesmo motivo e porque o chassis é mau, vai andar lá atrás sem poder lutar por lugares dignos. Ora isso afasta patrocinadores e sem dinheiro os resultados pioram. A Renault um dia farta-se de estar associada a uma marca do fim da grelha e sem motor competitivo lá se vai a McLaren. A Williams já está a… Ler mais »

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