F1: McLaren confirma Seidl

Por a 10 Janeiro 2019 11:55

Era um desfecho já antecipado há algum tempo que agora fica confirmado. Andreas Seidl irá assumir o leme da equipa de F1. O alemão ficará encarregue exclusivamente de guiar os destinos da equipa de F1, respondendo diretamente a Zak Brown, que se manterá como CEO da McLaren, gerindo não só a equipa de F1, mas também as outras atividades como a entrada na Indy e a possível entrada no WEC.

Seidl é uma contratação de peso por parte da McLaren. O engenheiro que já trabalhou na F1 de 2000 a 2009 pela BMW assumiu um papel de relevo na campanha bem-sucedida da Porsche na sua última passagem pelo WEC. Foi ele um dos grandes responsáveis pelo sucesso da equipa graças à organização implementada e pela atenção ao detalhe e a McLaren espera que possa agora aproveitar a experiência e a visão de Seidl para concluir a sua reestruturação.

“É um enorme privilégio e um desafio”, disse ele. “Ter uma oportunidade de contribuir para o legado da McLaren é especial e inspirador. A McLaren tem a visão, liderança e experiência, mas, o mais importante, as pessoas para regressar ao topo, e esse será meu foco e missão absoluta.”

Assim, Seidl é a mais recente contratação na estrutura da equipa, que já tinha feito regressar Pat Fry  e assinou com James Key, que será o diretor técnico. Gil de Ferran foi colocado como diretor desportivo aquando da saída de Eric Boullier (solução temporária), depois da saída de Tim Goss e Matt Morris, os dois homens fortes da parte técnica da equipa, tendo permanecido apenas Peter Prodromou, responsável pelo design dos carros.

Seidl e Key ainda não têm uma data especifica para entrarem na equipa pois o alemão ainda procura acertar com a Porsche a data da sua saída (a marca alemã contava com ele para assumir toda a parte do desporto motorizado) e Key está ainda em ainda a cumprir a famosa “Gradening Leave”, um período de tempo necessário em que o visado deixa de ter contacto com a equipa antiga, antes de ingressar na nova, afim de evitar casos de espionagem e uso indevido de informações privilegiadas.

O esquema parece assim definido: James Key será o diretor técnico, Simon Roberts responsável pela produção do carro, Paul James o team manager e toda esta operação será supervisionada por Seidl, dando assim mais liberdade para que Brown e de Ferran possam focar-se também noutras atividades importantes para a equipa, como este ano a participação na Indy500 e, quem sabe, a entrada no WEC.

No papel, esta reformulação é interessante e tem nomes muito fortes, com experiência, conhecimento e qualidade. Só o tempo dirá se é a fórmula certa, e será preciso algum tempo para sentir os efeitos desta mudança, mas no plano teórico, a entrada de Key e Seidl são duas apostas que parecem muito acertadas e que poderão trazer muitas coisas boas à McLaren.

 

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seven
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seven

É sem dúvida uma grande contratação, mas fazendo uma analogia futebolística: o PSG tem o Neymar mas nem por isso ganhou ainda a Liga dos Campeões, e o Man United de Mourinho foi decepcionante…
Oxalá ajude finalmente, a reverter o ciclo negativo em que a McLaren se envolveu.

chicanalysis
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chicanalysis

Tantas contratações e tanta reviravolta quando se calhar bastava “descontratar” o pateta do Brown. De nada serve pôr 5 cavalos excelentes a puxar uma carruagem se o sexto cavalo fôr cocho.

scuderia-1967
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scuderia-1967

A McLaren já tinha nas suas fileiras um dos melhores team managers da F1 actual: Bob Fernley, que fez milagres na Force India. Mas o pateta do Zak Brown achou melhor desperdiçar o inglês no projecto Indy…
Quanto a Seidl, é uma incógnita. É um homem competente, mas o WEC nada tem a ver com a F1

MVM
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MVM

No último parágrafo levantou uma questão pertinente. Cesare Fiorio também foi grande nos ralis, mas quando tentou a F1…

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