Até onde vai mudar o calendário da Fórmula 1?

Por a 8 Novembro 2018 11:51

A chegada do Vietname à Fórmula 1, ontem anunciada para 2020, é o primeiro sinal da Liberty Media, face ao que pretende para o calendário dos próximos anos na disciplina. Depois de tudo o que se viu e ouviu ontem, muitos temem agora que a procura de novas localizações prossiga incessantemente por parte da Liberty Media, crescendo o risco de se perderem corridas que fazem parte do ‘património’ da F1.

E esta frase de Sam Bratches, Diretor Comercial da F1, não deixa dúvidas, e fica-se com a certeza que só a mudança é permanente: “A F1 é uma entidade com 68 anos e a natureza dos Grandes Prémios é dinâmica. Por exemplo, Silverstone foi o primeiro GP da história, mas nem sempre se correu lá, na Grã-Bretanha. Brands Hatch e outros circuitos receberam o GP da Grã-Bretanha, portanto, nada é imutável na F1, em termos dos locais onde corremos”, começou por dizer Bratches, que desta forma pressiona claramente quem tem acordos para fazer no futuro, ainda que seja cauteloso: “A F1 é um negócio, somos uma empresa pública e temos muitas partes interessadas, acionistas, e tudo isso tem que ser ajustado com o que é melhor para os adeptos”, leia-se, têm que colocar na balança os ganhos monetários, com o património histórico da modalidade.

Só que, em teoria, o que é melhor para os adeptos também será o melhor para a parte desportiva da F1. Mesmo que não deem tanto dinheiro, as corridas em circuitos como Mónaco, Spa, Silverstone e Monza, por exemplo, são habitualmente fantásticas, dentro e fora de pista, e por isso a Liberty Media tem que ter muito cuidado com essa gestão. Precisa de ganhar adeptos pelo mundo fora, mas nunca vai poder ostracizar os europeus, que são os que mais contribuíram para que a F1 se tenha tornado no que é hoje, sendo que a Liberty não se pode dar ao luxo de acabar com todas as corridas tradicionais e levá-las para países com pouca tradição de automobilismo. Seria a morte da F1.

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MVM
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MVM

Trinta grandes prémios por época, para acomodar novos e velhos circuitos. Ainda não desisti de ver um grande prémio na Papua Nova Guiné.

Pity
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Pity

A forma de contentar todos, sem perdermos as pistas tradicionais, nem aumentar desmesuradamente o número de corridas, seria algo neste género: corridas fixas: Monza, Spa, Suzuka, Silverstone, Mónaco e Austin; corridas na Alemanha e Brasil, independentemente do circuito, perfazendo oito provas, num total de 20. As restantes 12 provas, teriam corridas em anos alternados, entre todas as outras candidatas.

V8_scars
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V8_scars

Já estou a ver um GP na ilha de Mann com o Mansell a dar a bandeirada de xadrez…

Scuderia Fast Turtle
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Scuderia Fast Turtle

Eu por mim era corridas todos os fins de semana. Vejo tambem nascar e por la é sao umas 30 e tal corridas por ano. Na f1 ha alturas em que ate vem a depressao. Dezembro janeiro fevereiro sao terriveis.

mcrae
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mcrae

Mas A Nascar corre-se num continente, a F1 percorre o globo todo, a logistica não é a mesma coisa.

ramedlaV
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ramedlaV

Seria melhor fazer dois campeonatos de F1, o das corridas clássicas e aí voltariam circuitos míticos, que tenho imensas saudades, e os que pagam a festa, os novos ricos. Áh e o regresso da África do Sul para ficar os 5 continentes, não menosprezando o Árctico e a Antartida, não quero cá guerras com esquimós, pinguins etc…

can-am
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can-am

Se fosse pelo espectáculo a prova do Mónaco já devia ter ido fora.Não faz sentido actualmente.
É um “desfile” sem interesse e quem ver a F1 lá logicamente que nunca mais tem vontade de ver novamente!Para mais não pagando, ou pagando uma soma simbólica, comparado com outros.Enfim.
Virem mais GPs eu acho bem, mas o n° de 25 por época é o máximo. Devia era haver mais provas semanais para não estender tanto o campeonato.
Já que os carros hoje pouco andam fora dos GPs, testes etc, está tudo super reduzido, pois que haja mais corridas, claro .

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