Senna/Schumacher: Que bom teria sido…


A Fórmula 1 sempre “viveu” de confrontos diretos e grandes rivalidades, lutas épicas em pista e mesmo fora delas, com os pilotos a fazerem alarde de todas as suas capacidades para baterem os seus adversários, especialmente aqueles com quem mantinham “ódios de estimação”. Quem não se recorda das excelentes batalhas Prost-Senna, por exemplo, que ainda hoje permanecem na memória de todos. Estoril e Suzuka foram os pontos altos de uma rivalidade que mais tarde se transformou em respeito mútuo…

Decorridas que estão duas décadas, ou mais, de alguns dos referidos duelos, há um que, quis o destino, terminasse de forma abrupta, logo numa altura em que se estava a tornar interessante. Falamos do confronto entre Ayrton Senna e Michael Schumacher. Para muitos, os expoentes máximos da Fórmula 1.

Quis o destino que os dois pilotos só se defrontassem durante duas épocas e meia, numa altura em que Ayrton Senna já se tinha sagrado tri-campeão pela McLaren, quando a supremacia da Williams era evidente. Foi neste contexto que despontou Michael Schumacher, que um ano após a sua estreia já vencia Grandes Prémios, mais precisamente na Bélgica em 1992. Só viria a repetir a façanha cerca de um ano depois no Estoril, mas a sua categoria deixava antever uma época de 1994 muito “quente”.

Quando comparadas com as anteriores, as épocas de 1992 e 1993 de Senna foram pouco produtivas, mesmo vencendo oito Grandes Prémios, entre os quais o inesquecível Donington em 1993. Despediu-se em grande da McLaren ao obter duas vitórias no Japão e na Austrália, antes de rumar à bicampeã Williams.

O fatídico ano de 1994 prometia uma luta sem quartel pelo título mundial, mas quis o destino que assim não fosse. Tudo terminou tragicamente em Imola. Nunca saberemos até onde poderia ter ido a luta daqueles dois autênticos ‘monstros’ do automobilismo Mundial, mas seguramente nos teriam proporcionado momentos inolvidáveis. Quem sabe mesmo, como era desejo de Senna, teríamos testemunhado a presença de ambos na mesma equipa, a Ferrari…