Ferrari-512M
 

Ferrari 512M: Anti-Porsche nas corridas de Sport

Os duelos entre o Ferrari 330 P4 e o Ford GT40 marcaram uma época, o final dos anos 60. Logo de seguida, surgiu a reacção da Porsche, através do 917. Mas a Ferrari não podia ficar a ver os carros de Estugarda a dominarem nas pistas onde antes tinha sido rainha e senhora e a resposta não se fez esperar. Nasceu, assim, o Ferrari 512 S, que disputou os Mundiais de Marcas em 1970 e 1971, sendo que, neste último ano, se denominou M. O Ferrari 512 M era, portanto, uma versão modificada (daí o M) e aligeirada do S. As modificações foram sendo feitas ao longo da temporada de 1970 e incidiram nas suspensões, travões, motor e aerodinâmica. O original 512 S era uma viatura com carroçaria tipo berlinetta ou spider, dotada de um motor V12 a 60 graus, em posição central, com 4993cc e 48 válvulas, que debitava cerca de 550 cavalos de potência máxima, às 8000 rpm. A caixa de velocidades era manual e tinha cinco relações. Com um peso de 840 quilos, jantes de 16 polegadas, suspensão independente às quatro rodas, atingia uma velocidade máxima de 340 km/h. O chassis era semi monocoque, revestido por uma carroçaria que, em algumas partes, era de fibra de vidro. Projectado por Mauro Forghieri, logo
na temporada de 1970, ainda sob a designação S, venceu as provas de Kyalami e as 12 Horas de Sebring. As modificações levadas a cabo no final da época de 1970, transformaram o S numa viatura mais performante – o M. Para um peso de 815 quilos, uma carroçaria berlinetta e o mesmo motor, debitava já 610 cavalos às 9000 rpm. No entanto, apesar destas qualidades, o 512Mnunca se revelou um carro ganhador, muito por causa de um défice de fiabilidade que, associado a uma sucessão implacável de acidentes, permitiram à Porsche manter a invencibilidade nas grandes corridas de resistência, ao longo destes dois anos. Pedro Rodriguez perdeu a vida, no Norisring, em 197 1na nota mais triste da vida deste modelo.