Photo Finish: Perder por um ‘cabelo’ na F1


Ganhar é sempre bom. Perder, nunca – mas é muito pior quando se perde por um… cabelo.

Para gáudio da emoção, houve muitos casos assim. Comecemos pela Fórmula 1…

Na F1, a menor diferença entre ganhar e perder foi no GP de Itália de 1971, quando Peter Gethin venceu a sua única corrida na competição maior do automobilismo desportivo. 0,10s separou o britânico de Ronnie Peterson. Essa distância – o ‘nariz’ de um carro de F1, ou talvez menos, dada a velocidade média desse GP, 242,615 km/h, que o tornou na corrida de F1 mais rápida de sempre durante três décadas – manteve-se sem concorrente até ser batida, por 0,011s, por Rubens Barrichello, quando o brasileiro ganhou ‘por engano’ face a Michael Schumacher o GP dos Estados Unidos de 2002 – uma corrida de infame memória e de desgosto para quem verdadeiramente gosta de automobilismo e de emoção.

No Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1 de 2002, em Indianápolis, Rubens Barrichello venceu a corrida pela Ferrari com uma das diferenças mais pequenas da história: apenas 0,011 segundos à frente de Michael Schumacher.​

O momento marcante sucedeu-se na reta da meta, quando Schumacher desacelerou deliberadamente, tentando cruzar a linha ao lado de Barrichello e “retribuir” a ordem de equipa da Áustria, ocorrida meses antes, em que Rubens tinha dado a vitória ao alemão. Schumacher tinha a liderança do campeonato já garantida e deixou que Barrichello triunfasse nos EUA, numa das chegadas mais polémicas e simbólicas da temporada, sem qualquer colisão, mas sim uma cortesia rara devido aos acontecimentos polémicos do campeonato

Mas, com 31 anos de distância entre as duas provas e todo um mundo diferente de medir o tempo, até aos milésimos de segundo, coisa que não existia em 1971, fica a dúvida de qual terá sido, realmente, o GP que foi ganho com a menor distância entre vencedor e vencido. Uma certeza, porém, existe, nítida: enquanto o GP norte-americano foi uma nódoa na F1, o de Itália, em 1971, foi dos mais belos e renhidos de uma História que começou a 13 de maio de 1950, em Silverstone, Inglaterra. Dentro de algum tempo, falaremos das outras ‘coisas’ – do WRC, do ‘Nacional’ de Ralis, de Le Mans, das Indy 500… , também, de algumas das maiores distâncias entre 1º e 2º – só para que conste.

AS MENORES DIFERENÇAS NA F1

 

 

 

 

 

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