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HISTÓRIA (MUITO) RESUMIDA DO NACIONAL DE RALIS

 

Com 2017 a preparar-se para ser novamente um ano bem ‘concorrido’ no Campeonato Nacional de Ralis, este é um bom momento para contar o percurso de uma das competições mais acarinhadas pelos portugueses. De forma telegráfica, mas recordando os momentos mais importantes…

Está aí o Campeonato Nacional de Ralis de 2017 que, tudo indica, terá novamente um dos melhores parques automóveis da sua história. Nada melhor, por isso, que recordar sucintamente alguns dos carros, pilotos e momentos mais importantes da história da competição. No passado houve competições que, apesar de terem tido plantéis bastante menos numerosos, acabaram por resultar em campeonatos muito interessantes, fruto da qualidade dos intervenientes.

O Nacional de Ralis tem campeões no seu palmarés desde que Fernando Stock ganhou os títulos de Ralis e de Velocidade em 1956. Mas foi apenas nos anos 70 que os ralis deram um enorme salto de popularidade em Portugal. A década de 70 do século passado fica claramente marcada como um dos períodos áureos do automobilismo nacional. Nessa altura nasceram projetos muito profissionais – a Diabolique é provavelmente o expoente máximo – donde saíram pilotos de grande talento e eventos que fizeram história nos ralis em Portugal.

Na década de 70 os ralis nacionais foram marcados por nomes como Américo Nunes (com a famosa ‘bomba verde’, o Porsche 911), Giovanni Salvi, Carpinteiro Albino e Francisco Romãozinho. E mais tarde com uma nova gesta de pilotos, como Carlos Torres, ‘Mêqêpê’ ou José Pedro Borges e Santinho Mendes. Eram tempos muito diferentes dos que se vivem hoje mas, basicamente, os nomes referidos serão talvez os ‘pais fundadores’ e, em boa parte, fortemente ‘culpados’ pelo entusiasmo pela modalidade que se vive em Portugal. Claro que nesta altura tudo isto era muito potenciado com a fama que o Rali de Portugal foi granjeando aquém e além fronteiras, ‘alicerces’ que foram bastante solidificados e ainda hoje estão mais vigorosos que nunca.

Na década de 80 despontaram novos valores, com destaque para Joaquim Moutinho, Joaquim Santos e Carlos Bica, e é precisamente a partir daqui que vamos fazer uma análise um pouco mais pormenorizada do que eram os ralis dessa altura em termos de carros, pilotos e competitividade.

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1980: SANTINHO MENDES CAMPEÃO
No início da década de 80, o parque automóvel nacional era dominado pelos Ford Escort de Mário Silva, Carlos Torres, Rafael Cid, Joaquim Moutinho e Giovanni Salvi, ou os Opel Kadett de ‘Mêqêpê’ e José Pedro Borges, ou o Porsche de Américo Nunes, entre outros, mas o Campeão foi Santinho Mendes, num Datsun 160J, que realizou uma excelente segunda metade de campeonato.

1981: NOVAMENTE SANTINHO MENDES
Santinho Mendes impôs pelo segundo ano consecutivo o seu Datsun Violet 160J, mas desta feita teve uma época bastante mais dominadora, vencendo sete das doze provas do CNR. Sempre rápido no asfalto, Mário Silva (Ford Escort RS 1800) venceu as duas primeiras provas. Joaquim Santos, José Pedro Borges e Rafael Cid venceram as restantes.

1982: COMEÇO DA ‘ERA’ QUIM SANTOS
Joaquim Santos marcou uma era dos ralis em Portugal e o seu domínio começou em 1982, quando assegurou o seu primeiro título no CNR, vencendo nove das doze provas da competição.

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1983: DOMÍNIO ‘DIABÓLICO’
Não mudou muito o panorama nacional, com novo título de Joaquim Santos e da Diabolique, com seis vitórias. António Rodrigues, em Opel Ascona, venceu a abrir e a fechar o campeonato, mas em segundo ficou Jorge Ortigão (Toyota Starlet), que foi sempre muito regular.

1984: O ANO DA POLÉMICA
Surge no CNR um ‘enorme’ adversário para a Diabolique, a equipa oficial da Renault, que, com Joaquim Moutinho, venceu seis provas da competição, enquanto Santos tinha vencido três. Mas tudo estava por se decidir no Algarve, quando na 1ª etapa uma pedra e um tronco levam Moutinho a rebentar dois pneus no momento em que comandava o rali. Não satisfeitos, em Monchique, na última etapa, uma barra de ferro com pregos de 7 cm foi atravessada na estrada, furando os quatro pneus do R5. Há dois anos perguntámos a Moutinho o que sentia quando se recordava do episódio: “Nojo! Repulsa pelo que certo tipo de gente é capaz de fazer, ou de mandar fazer, para atingir os seus objectivos! Estupefação pela ingenuidade de alguns amigos meus em acreditarem que ainda existe a Branca de Neve… Revolta comigo mesmo por ter sido tão imbecil ao ponto de ter feito tudo para sair da frente dos concorrentes em prova. Assim como fui tão bem intencionado em deixar passar toda a gente. O rali continuou como se nada se tivesse passado. Apenas assisti, estupefacto, aos festejos da coisa adquirida com a desgraça alheia, sem mérito. Triste…” Palavras que dizem tudo!

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1985: ‘VINGANÇA’ DE MOUTINHO
Joaquim Moutinho (Renault 5 Turbo), Joaquim Santos (Ford Escort RS), Carlos Bica (Ford Escort RS) e António Coutinho/Jorge Ortigão (Toyota Corolla GT), são nomes muito fortes que deram corpo ao CNR 1985, que mais uma vez se resolveu apenas no Algarve, no ‘tal’ rali da estreia do Lancia Delta S4. Desta feita não houve ‘sabotagem’, tudo correu na normalidade, e o campeão foi mesmo Joaquim Moutinho.

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1986: O ANO DOS GRUPO B
O ‘super-ano’ do Mundial de Ralis, e também um grande ano no CNR, com vários Grupo B, alguns de topo, como o Ford RS200 de Joaquim Santos, Renault 5 Turbo de Joaquim Moutinho e Lancia 037 Rally de Carlos Bica. O piloto da Renault aproveitou bem os problemas iniciais do Ford RS200 de Santos, que só começou a pontuar na Figueira da Foz e assegurou o título, apesar dos quatro triunfos do RS200.

1987: NOVAMENTE RENAULT
Com a interdição dos Grupos B, o CNR foi pelo mesmo caminho do Mundial e os Grupo A passaram a ser o topo. A Renault surgiu com dois 11 turbo para Inverno Amaral e Manuel de Mello Breyner, António Coutinho tinha o ‘velhinho’ Toyota Corolla GT, Joaquim Santos teve que esperar algum tempo pelo Ford Sierra Cosworth e Carlos Bica recebeu o seu Lancia Delta HF 4WD no Rali de Portugal, mas teve uma época cheia de problemas. O Campeão foi Inverno Amaral, no Renault 11 Turbo.
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1988: PRIMEIRO TÍTULO DE CARLOS BICA
Quando Carlos Bica (Lancia Delta HF 4WD) se adaptou ao seu carro tornou-se um sério candidato ao título que acabou por assegurar frente a Joaquim Santos (Ford Sierra RS Cosworth) e Inverno Amaral (Renault 11 Turbo). António Coutinho (Toyota Corolla GT), Bento Amaral (Renault 11 Turbo) e José Miguel (Ford Sierra Cosworth) também venceram provas.

1989: DURIFORTE… MAIS FORTE
As coisas não foram muito diferentes do campeonato anterior, nem sequer o campeão, com Carlos Bica a bater novamente Joaquim Santos, desta feita os únicos dois pretendentes ao título. O piloto do Lancia acabou por vencer mais uma prova do que o seu forte adversário, dando continuidade ao sucesso obtido em 1990.

1990: CARLOS BICA EM ‘PHOTO-FINISH’
No início da década de 90, Carlos Bica estreita ainda mais a ligação à Lancia. Joaquim Santos (Ford Sierra RS Cosworth), António Coutinho (Toyota Celica GT-4) e José Miguel (Ford Sierra RS Cosworth) deram luta, com o piloto da Toyota a vencer as mesmas quatro provas que Bica, e Santos a triunfar em três. O campeonato resolveu-se por muito pouco a favor do piloto da Duriforte, num ano muito bom ao nível da competitividade.

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1991: 
TETRA DE CARLOS BICA
Em 1991, o panorama foi diferente, pois a mítica Diabolique decidiu encerrar o seu programa desportivo, colocando um ponto final numa era. Joaquim Santos foi para a Toyota, José Miguel continuou com o seu Ford privado e Carlos Bica venceu seis das onze provas do CNR, dominando por completo e terminando com um avanço grande para Fernando Peres. Para que se perceba a menor competitividade deste campeonato, Carlos Carvalho, no seu Mitsubishi Galant VR-4, foi quarto classificado.

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1992: ÚLTIMO TÍTULO DE SANTOS
Sem hipóteses de fazer carreira internacional, Carlos Bica deu a sua por finalizada no final de 1991. Quem aproveitou foi Joaquim Santos, já que depois do ano de adaptação ao Toyota e com os iniciais problemas de fiabilidade resolvidos, despediu-se dos ralis a tempo inteiro com o seu quarto título nacional e o primeiro com o Celica. José Miguel ainda venceu duas provas, mas nada pode fazer face ao piloto da Toyota. Despontaram ainda duas boas surpresas: Jorge Bica dava corpo à transição na Duriforte, e a Renault surgia com um competitivo Renault Clio 16V, colocando-se logo atrás dos 4X4.

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1993: O ‘OUTRO’ BICA
Depois da Diabolique, em 1991, novo ‘rombo’ nas equipas, desta feita com a decisão da Toyota de encerrar o seu programa nos ralis. Quem se mantinha a ‘suportar’ quase todas as despesas continuava a ser a Peres Competições, a Rodamsport e a Renault Galp, mas quem aproveitou a transição do Sierra 4X4 da ‘Peres’ para o mais recente Escort Cosworth foi Jorge Bica, que capitalizou bem o período inicial de adaptação de Fernando Peres ao novo carro. Os triunfos nas primeiras provas aliados aos resultados menos bons do rival permitiu-lhe o fôlego para suster a segunda metade da época do piloto da Ford. Peres venceu as mesmas quatro provas de Bica, mas a regularidade do piloto do Lancia Delta HF Integrale valeu-lhe o único título nacional da sua carreira.

1994: O ANO DE FERNANDO PERES
Há muito que o Nacional de Ralis não tinha um ano tão dominador como 1994, com Fernando Peres (Ford Escort RS Cosworth) a vencer oito das nove provas da competição, enquanto Jorge Bica apenas venceu o ‘Cidade de Coimbra’. No entanto, o piloto do ‘Deltona’ optou por uma carreira semi-internacional, deixando o CNR um pouco de lado. Quem apareceu em grande foi Rui Madeira, que começava verdadeiramente a mostrar o que iria fazer nos anos seguintes, mas fora de portas. Com o seu Mitsubishi Lancer de Grupo N foi rápido e regular ao ponto de terminar o campeonato em segundo. José Carlos Macedo levou o Renault de duas rodas motrizes ao terceiro lugar da competição, e por aqui se vê que 1994 foi um ano pobre no CNR.

1995: MEIRELES DÁ OPOSIÇÃO ‘SURPRESA’
Fernando Peres (Ford Escort RS Cosworth) assegurou o seu segundo título nacional, mas teve uma oposição inesperada. Tendo em conta que Jorge Bica teve um ‘ano horrível’, abandonando em cinco provas, foi Paulo Meireles, num Volkswagen Golf G60 Rallye de duas rodas motrizes, com duas vitórias, a levar a discussão do título até ao Algarve. Após o Rali do Porto, Macedo trocou o Clio Williams pelo Maxi e venceu na Madeira, entre os portugueses, sendo terceiro no campeonato.

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1996: TRI DE PERES
O ano de 1996 marcou a estreia da equipa oficial da Peugeot Portugal, enquanto a Renault se manteve com dois ‘velhinhos’ Clio Maxi e Fernando Peres mantinha a aposta no Escort Cosworth. O piloto assegurou o seu terceiro título com algum à vontade, mas a Peugeot depressa mostrou ao que vinha, com Adruzilo Lopes a vencer por duas vezes.

1997: ADRUZILO LOPES CAMPEÃO
O plantel dos pilotos que lutavam pelos lugares da frente cingiu-se novamente a dois Renault Megane, o Escort Cosworth de Fernando Peres e o Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes. No campeonato, Peres teve muitos azares e abandonou quatro vezes em 10 provas, sendo que a transição do Escort Cosworth para o Escort WRC não foi fácil. Adruzilo Lopes capitalizou ao vencer oito ralis, sendo um justo campeão. A Renault trocou o Clio pelo Megane Maxi, mas ao contrário da Peugeot, os seus pilotos não lograram vencer qualquer rali na geral.

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1998: ‘BI’ DE ADRUZILO
O ano fica marcado pelo surgimento do primeiro Toyota Corolla WRC, que se juntou ao Ford Escort WRC de Peres, viaturas que marcariam uma nova era na competição portuguesa. Até aí, pontificavam os Maxi da Peugeot e Renault, mas a partir desse momento as coisas mudaram. De qualquer forma, a qualidade de um piloto como Adruzilo Lopes e do Peugeot 306 Maxi, que chegou também a vencer provas na geral no WRC, foram um binómio inalcançável, com o homem de Regilde a vencer cinco provas e o campeonato com grande à vontade.

1999: O PRIMEIRO TÍTULO DE UM WRC
Para Pedro Matos Chaves, o ano anterior foi de adaptação ao Toyota Corolla WRC. Apesar de ter perdido para Adruzilo Lopes no asfalto do Casino da Póvoa, Chaves venceu na terra de Fafe e Oliveira do Hospital, e foi o melhor português no SATA Rallye Açores, abrindo o caminho para o seu primeiro título de Campeão Nacional de Ralis.

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2000: SEGUNDO TÍTULO DE MATOS CHAVES
Adruzilo Lopes (Peugeot 206 WRC), Rui Madeira (SEAT Cordoba WRC), Pedro Matos Chaves (Toyota Corolla WRC) e Fernando Peres (Ford Escort WRC) deram corpo a um plantel de luxo, um dos campeonatos mais interessantes de que há memória. Chaves venceu cinco ralis, Lopes, quatro, e tudo se decidiu apenas na última prova, com vantagem para o homem da Toyota.

2001: NOVO TÍTULO DE ADRUZILO LOPES
A Peugeot teve dois WRC para Adruzilo Lopes e Miguel Campos, a Ford um Focus WRC para Rui Madeira, a Toyota novo Corolla para Chaves, Fernando Peres continuou com o Escort WRC e a Fiat e Citroën surgiram com os seus duas rodas motrizes, de que se falaria muito nos anos seguintes. Adruzilo Lopes voltou a ser campeão, mas foi dos anos mais ‘abertos’, uma vez que a competição foi novamente decidida na última prova.

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2002: A DESPEDIDA DOS WRC
O ano de 2002 marcou a despedida dos WRC do CNR, com a Peugeot e Miguel Campos a dominarem a época a seu bel-prazer. Época muito fraca de Rui Madeira com o Ford Focus WRC, com vários abandonos a impedirem mais luta no campeonato. A Citroën surgiu com Armindo Araújo e o novo Saxo Kit Car, e obteve vários pódios à geral, deixando no ar o que estava para vir nos anos seguintes…

2003: A ‘ERA’ ARMINDO ARAÚJO
Os ralis levam uma grande volta em Portugal com a saída dos WRC, passando a ser os S1600 e Grupo N a pontificar. Fernando Peres faz poucas provas com o Ford Escort RS Cosworth, que recupera, e ainda assim é segundo no campeonato. Vítor Lopes, num Fiat Punto Kit Car, pouco pôde fazer face a Armindo Araújo, que simplesmente deslumbrou. A Skoda surgiu com dois Fabia TDI no CNR, sem resultados de vulto.

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2004: ALTA QUALIDADE
No ano de 2004 começou a existir uma boa revitalização do CNR, com as equipas oficiais da Citroën (Saxo Kit Car), Renault (Cio S1600), Peugeot (206 S1600) e Skoda (Fabia RS TDI), sendo que até a Volkswagen apoiou os irmãos Meireles com os Polo S1600. Há ainda que recordar o excelente leque de Mitsubishi Lancer, bem pilotados. Este foi um dos mais bem disputados campeonatos dos últimos anos, mas Armindo Araújo, apesar de ter vencido menos provas que Miguel campos, foi Campeão.

2005: TRI DE ARMINDO ARAÚJO
Armindo Araújo foi para a Mitsubishi Portugal, impondo-se num campeonato que perdeu equipas oficiais, mas ganhou um bom lote de privados com bons carros. Fernando Peres deu boa luta e não terminou longe de Araújo, Zé Pedro Fontes também esteve bastante bem com o Renault Clio S1600. Miguel Campos, de Subaru privado, foi outro dos animadores do campeonato, mas dois abandonos condicionaram-no.

2006: ARAÚJO SEM OPOSIÇÃO
Armindo Araújo dominou por completo o CNR, vencendo sete de oito provas, com Miguel Campos, segundo no campeonato, a ser o único piloto a dar alguma luta. Bruno Magalhães deu nas vistas com o Peugeot 206 S1600, sendo terceiro na competição com um carro de duas rodas motrizes. Regular como sempre, Peres foi quarto.

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2007: TÍTULO DE BRUNO MAGALHÃES
Com o aparecimento dos S2000, o CNR ganha novo alento e as equipas oficiais da Peugeot (Bruno Magalhães) e Fiat (Zé Pedro Fontes) lutam pela primazia, mas o homem do Peugeot 207 S2000 não deu hipóteses ao vencer sete das oito provas da competição. Vítor Pascoal, com um Subaru Impreza WRX STi, foi o melhor dos privados, terminando a competição na frente de Fernando Peres no seu habitual Mitsubishi.

2008: PEUGEOT NÃO DEU HIPÓTESES
A qualidade do plantel do CNR volta a crescer, mas a competitividade não muda muito, com Bruno Magalhães a lograr vencer novamente sete das oito provas da competição. Desta feita foi Zé Pedro Fontes o único a bater o homem da Peugeot. Vitor Pascoal, Fernando Peres e Adruzilo Lopes também animaram o campeonato.

2009: TRI DE BRUNO MAGALHÃES
Pelo terceiro ano consecutivo, o CNR foi ganho por Bruno Magalhães, novamente com o Peugeot 207 S2000, numa fase em que a competição estava a perder algum gás. O piloto da Peugeot venceu seis provas, com o privado Vitor Pascoal a realizar uma época estupenda, levando a decisão até à última prova. Adruzilo Lopes (Subaru) liderou uma forte armada de bons Grupo N, que disputaram as posições seguintes.

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2010: TÍTULO DE BERNARDO SOUSA
Bernardo Sousa surgiu com um Ford Fiesta S2000 e dominou o CNR, batendo Vítor Pascoal, que foi novamente 2º com o 207 S2000. Ricardo Moura também deu nas vistas e venceu uma prova, o mesmo sucedendo com Vítor Sá, com os ilhéus a vencerem em ‘casa’, nos Açores e na Madeira. De resto, a competição voltou a ter dois S2000 e vários bem pilotados Grupo N.

2011: PRIMEIRO DE RICARDO MOURA
O CNR voltou a entrar numa fase menos boa, com o título a ser ganho por Ricardo Moura, que num Mitsubishi Lancer venceu quatro provas. Nesta altura o CNR só tinha Grupo N, com Vítor Lopes a ser segundo no campeonato com um Subaru, terminado na frente de Pedro Meireles noutro Mitsubishi.

2012: ANO MUITO FRACO
A crise em Portugal estava no auge e se 2011 tinha sido mau, 2012 foi ainda pior, com Ricardo Moura a ser novamente campeão, vencendo cinco provas e terminando com grande avanço para Miguel J. Barbosa. Ivo Nogueira foi terceiro com um Citroën DS3 RT, o que diz bem da competitividade do Nacional de Ralis.

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2013: TRI DE RICARDO MOURA
Foi em 2013 que as coisas no CNR começaram a mudar novamente para melhor com vários S2000 a surgirem na competição. Ricardo Moura (Skoda Fabia S2000) foi Campeão, mas quatro pilotos diferentes venceram provas. Pedro Meireles, muito regular, foi segundo, na frente de Bernardo Sousa (Ford Fiesta S2000) e Adruzilo Lopes (Subaru Impreza STi).

2014: PEDRO MEIRELES CAMPEÃO
O Porsche 997 GT3 de Zé Pedro Fontes valorizou imenso o CNR, mas os problemas nas duas primeiras provas impediram-no de dar mais luta a Pedro Meireles, que com o seu Skoda Fabia S2000 foi um justo campeão. Ricardo Moura correu com um Ford fiesta R5, mas um acidente na Madeira tirou-lhe hipóteses de lutar pelo título. João Barros fez uma boa época com o Fiesta R5, num ano em que surgiram vários carros deste agrupamento no CNR.

2015: FONTES NO ÚLTIMO METRO
A temporada passada ficou marcada pelo surgimento de vários projetos com carros de topo no CNR, num ano em que Zé Pedro Fontes, com a equipa oficial da Citroën/DS, a ser Campeão na última prova, batendo Ricardo Moura (Ford Fiesta R5). João Barros, noutro Fiesta R5, também andou muito bem, num plantel em franco crescimento de bons projetos, num dos melhores anos de sempre de CNR ao nível do parque automóvel. O ano terminou com sete R5…
Esta é a história ‘telegráfica’ do CNR, sendo certo que com o passar do tempo o AutoSport há-de recordar as melhores edições da competição, bem como realizar trabalhos de fundo sobre as equipas e os pilotos que ao longo da história mais a têm marcado.

2016: FONTES ‘REPETENTE’
O Nacional de Ralis teve em 2016 um plantel como nunca se tinha visto, mas contingências várias levaram a que a competitividade não fosse a inicialmente esperada. Mas disso não teve culpa o Campeão, José Pedro Fontes, que venceu cinco das oito provas da competição. Os mais fortes adversários, João Barros, Ricardo Moura e Miguel Campos, não realizaram todo o campeonato e por isso Fontes só teve em Pedro Meireles um meritório adversário, protelando ao máximo a decisão do título. Fontes venceu em Fafe, Barros em Castelo Branco, Moura nos Açores, mas a partir daí só Meireles deu luta, ficando na frente de Fontes nos Açores e Mortágua. Miguel Barbosa foi uma excelente surpresa, o mesmo sucedendo com Carlos Vieira.

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PALMARÉS
1956 FERNANDO STOCK
1957 HORÁCIO MACEDO
1958 JOSÉ LUÍS ABREU VALENTE
1959 JOSÉ LUÍS ABREU VALENTE
1960 JOSÉ MANUEL PEREIRA
1961 HORÁCIO MACEDO
1962 JOSÉ BAPTISTA DOS SANTOS
1963 HORÁCIO MACEDO
1964 FERNANDO BASÍLIO DOS SANTOS
1965 CÉSAR TORRES
1966 MANUEL GIÃO
1967 AMÉRICO NUNES
1968 AMÉRICO NUNES
1969 NÃO HOUVE CAMPEÃO ABSOLUTO
1973 NÃO HOUVE CAMPEÃO ABSOLUTO 1974 NÃO SE REALIZOU
1975 MANUEL INÁCIO
1976 ANTÓNIO DIEGUES
1977 GIOVANI SALVI
1978 CARLOS TORRES
1979 JOSÉ PEDRO BORGES
1980 SANTINHO MENDES
1981 SANTINHO MENDES
1982 JOAQUIM SANTOS
1983 JOAQUIM SANTOS
1984 JOAQUIM SANTOS
1985 JOAQUIM MOUTINHO
1986 JOAQUIM MOUTINHO
1987 INVERNO AMARAL
1988 CARLOS BICA
1989 CARLOS BICA
1990 CARLOS BICA
1991 CARLOS BICA
1992 JOAQUIM SANTOS
1993 JORGE BICA
1994 FERNANDO PERES
1995 FERNANDO PERES
1996 FERNANDO PERES
1997 ADRUZILO LOPES
1998 ADRUZILO LOPES
1999 PEDRO MATOS CHAVES
2000 PEDRO MATOS CHAVES
2001 ADRUZILO LOPES
2002 MIGUEL CAMPOS
2003 ARMINDO ARAÚJO
2004 ARMINDO ARAÚJO
2005 ARMINDO ARAÚJO
2006 ARMINDO ARAÚJO
2007 BRUNO MAGALHÃES
2008 BRUNO MAGALHÃES
2009 BRUNO MAGALHÃES
2010 BERNARDO SOUSA
2011 RICARDO MOURA
2012 RICARDO MOURA
2013 RICARDO MOURA
2014 PEDRO MEIRELES
2015 JOSÉ PEDRO FONTES
2016 JOSÉ PEDRO FONTES

 

029_84_SANTOS_ 1984-(5) 1986_Joaquim-Santos-Rali-Alto-Tamega-1986-AutoSport 1986-Carlos-Bica-Lancia-037-Rally-RP86 1987-03-Pt-Bica-Autosport 1988_Renault_Inverno-Amaral-Rali-Portugal-BFBA3100 1988-Volta-Portugal-A-Couinho-Autosport 1990_02 1992-Rali-Fig-Foz-J-Santos02-Slide-Jorge-Cabrita 1993_Jorge-Bica-1993 1996_Adruzilo-Lopes-1996-(5) 1996_Fernando-Peres-Rali-de-Portugal-1996_Foto-JLA-(4) 1998_Adruzilo-Lopes_Peugeot-306-MAxi-Tap-Rali-de-Portugal-copy 1999_Pedro-Matos-Chaves_Rali-do-FC-Porto-1999_Foto-JLA-(6) 2002_Miguel-Campos-Peugeot-206-WRC-(3) 2003_Armindo-Araujo-Citroen-SAXO-Kit-Car-(1) 2007_Bruno-Magalhaes-Peugeot-207-S2000-(4) 2010_Bernardo-Sousa-(2) 2013_ricardo-Moura-Aguiar-da-Beira-foto-AIFA-fTT7-X3 Alberto-Silveira---Rali-de-Portugal-1984--C.Torres-a